quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Perdão, eu tenho Momnesia!

Descobri hoje, através do post da Shannon o porquê dos meus problemas de memória, ou, como eu carinhosamente chamo, esclerose precoce: Eu tenho Momnesia ou Pregnancy brain. É isso. Explicado. Fim da consciência pesada por não me lembrar das coisas e todo mundo achar que é porque era algo sem importância pra mim. Fim da autopiedade se revezando com a vontade de me dar um murro, todas as vezes que eu pegar a escada ao invés da tábua de passar ao ir passar roupa.

Dizem que você leva mais ou menos 9 meses para se recuperar após dar à luz o rebento, mas eu creio que não. Gabriel, meu caçula, tem quase 8 (7 anos e meio agora) e a maioria das vezes, todos os dias, eu esqueço ou confundo algo. Não me recordo do que falei, do que me falaram, de onde tenho que ir, o que tenho que fazer, comprar etc. Troco as palavras quando estou falando, ou simplesmente não me lembro da palavra. Tenho que fazer lista de compras, lista de coisas a fazer, mas, como acontece com toda boa lista, eu me esqueço de olhar pra ela.
Uma das soluções encontradas foi colocar um calendário mensal na porta da geladeira, com anotações de aniversários, consultas, eventos e compromissos. Vai bem, se eu não me esquecer de anotar o dado no papel.
Outra solução paliativa foi colocar dezenas de alarmes no meu celular. Meus filhos tem várias atividades ao longo do dia, e eu trabalho os dois horários, de modo que se o celular não tocar 10 minutos antes do horário de ir buscá-los, posso simplesmente esquecer que tenho filhos e só me lembrar 30, 40 minutos depois. Já fiz isso. Foi terrível. Nem tanto pra eles, mas eu me senti péssima, a pior mãe do mundo. Como é que você deixa seu filho esperando?!?!!?  Eu queria abraçá-los e pedir perdão por ser uma monstra!

Trauma de infância, eu acho... odiava quando meus pais demoravam a ir me buscar. Não que eu achasse que eles tinham me esquecido, mas é que eu nunca sabia a que horas eles viriam.

Enfim. Alívio. Não sou esclerosada. Não sou egoísta (não neste ponto, pelo menos). Eu só tenho Momnesia.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O pedido de desculpas

Luís Fernando Veríssimo - O Globo
19 de janeiro de 2012


Bombons
As teorias conspiratórias se dividem em plausíveis e nem tanto.
É perfeitamente plausível que Israel tenha decidido, em vez de bombardear as instalações nucleares do Irã, bombardear os cientistas nucleares do Irã, um de cada vez, com menos efeitos colaterais. O que explica a série de atentados contra tais cientistas dentro do seu país, onde três ou quatro já foram explodidos.
Menos plausível é a tese de que as doenças que apareceram simultaneamente em vários líderes de esquerda ou de "esquerda" na América Latina — Chávez, Kirchner, Lula etc. — sejam frutos de uma conspiração. De qualquer maneira, por via das dúvidas, recomenda-se a governantes e outros possíveis alvos na região: não aceitem caixas de bombons da CIA!
AS PEDRAS
Disseram do naufrágio do Titanic em 1912 que ele simbolizou o fim tardio do século dezenove, com sua fé na tecnologia e no domínio do homem sobre a Natureza. Se aquele magnífico navio adernado na costa da Itália simboliza alguma coisa é o fim de outra ilusão que ninguém esperava fosse acabar: a União Europeia, o euro forte e os anos de euforia com o dinheiro farto. E ninguém viu as pedras.

ERREI
Há uma semana comentei aqui o fato de Mitt Romney, candidato a candidato republicano nas próximas eleições presidenciais americanas, ser da religião mórmon. Como sua igreja permitia a poligamia, brinquei que ele teoricamente poderia chegar à Casa Branca com duas ou três primeiras-damas.
Vários leitores escreveram para me corrigir. A poligamia ainda é praticada por um grupo dissidente de mórmons, que não é o do Romney, mas foi abolida pela igreja oficial há mais de um século. Meu erro de mais de cem anos foi imperdoável, mas peço perdão assim mesmo. Não se repetirá. Gravarei com brasa na testa, para nunca mais esquecer: informe-se antes de dar palpite.
Na mesma crônica eu disse que a religião de cada um só interessa a cada um e que nenhuma religião, por mais que se considere a única verdadeira, tem uma explicação melhor do que outra para os mistérios da vida e da morte. Mas o respeito ao direito do outro de acreditar no que bem entender não exclui um exame secular da sua crença, ou do que ele precisa aceitar para aceitá-la. Não é julgamento, é curiosidade intelectual.
Todas as religiões têm origens sobrenaturais e exigem de seus fiéis diferentes graus de suspensão de descrença, em alguns casos espantosos, e por isso mesmo fascinantes. Ou assustadores, quando levam ao fanatismo e à intolerância. O que, obviamente, não é o caso da igreja mórmon.
E quem garante que a crença mais estranha de todas não seja o ateísmo, que nem explica os mistérios nem conforta os espíritos?"

A Ofensa

Luís Fernando Veríssimo - O Estado de S.Paulo
Coluna Religiões, em 12 de janeiro de 2012.


"Se for eleito, Mitt Romney será o primeiro presidente mórmon dos Estados Unidos, ou, que eu saiba, de qualquer outro país. A igreja Mórmon foi criada no século 19 pelo americano Joseph Smith, que a baseou em contatos pessoais que teve com Deus e com Jesus Cristo e em mandamentos que recebeu das mãos de um anjo chamado Morôni, na forma de tabletes de ouro.
Quando John Kennedy candidatou-se a presidente dos Estados Unidos diziam que ele jamais se elegeria, pois um católico teria que ser mais leal ao papa do que à Constituição do país. Kennedy se elegeu e, no seu curto governo, nunca consultou o papa sobre nenhum assunto de Estado. Hoje ninguém parece ter um temor igual com relação à religião de Romney. A religião tem mesmo estado ausente nos debates entre os republicanos que querem ser candidatos à presidência. Talvez porque Romney não seja um mórmon praticante. Sua religião permite a poligamia, por exemplo, e ele só tem uma mulher. Se bem que, depois de elegerem Barak Obama, os americanos provavelmente não hesitariam em experimentar esta outra novidade: três ou quatro primeiras-damas em vez de uma!
A religião de cada um é questão de cada um e não deve mesmo fazer parte do embate político, e o mundo e a vida são coisas tão misteriosas que nenhuma teoria sobre de onde viemos, para onde vamos e quem pagará a corrida é mais improvável ou menos absurda do que outra. Toda a civilização cristã se baseia em mitos e milagres apenas mais antigos dos que os relatados por Joseph Smith. Mas não há como não se assustar com o poder crescente em nossas vidas do fundamentalismo, que é a religião no seu estado impermeável. O poder real no Irã não é o do presidente Ahmadinecoisa e dos políticos, é dos aiatolás e suas mentes medievais. Uma minoria ortodoxa insiste em fazer de Israel uma teocracia sem concessões, e o radicalismo do lado palestino não é menor. O fanatismo religioso islâmico inquieta e a reação ao terror também. E o mais assustador é tudo que as pessoas estão dispostas a acreditar - ou tudo que uma mente religiosa está predisposta a aceitar, de pastores pilantras a martírios suicidas. O sono da razão gera monstros, diz aquela frase numa gravura do Goya. O sono da razão parece ficar cada vez mais profundo, na noite atual.
Como Romney ainda não foi chamado a falar da sua religião, não se sabe como seria uma hipotética intervenção do anjo Morôni nas suas decisões, na presidência. Por via das dúvidas, é melhor torcer pelo Baraca."

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

meta assim nãopode!

sábado, 24 de dezembro de 2011

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Querido Papai Noel...

Embora não tenha feito tudo o que deveria, acho que fui uma boa menina este ano. Pelo menos eu tentei. Muitas vezes contra minha própria vontade e isso, com certeza, é um avanço. 
Tomei consciência de que preciso ser mais paciente e tolerante com as pessoas. Que devo pensar 3 vezes antes de reclamar de alguma coisa. E que na maioria das vezes eu devo simplesmente ficar de boca calada, afinal as pessoas tem seus próprios motivos e não cabe a mim julgá-las. 
Dei-me conta de que devo sair sempre de minha zona de conforto se quiser melhorar como pessoa. 
Que pequenos gestos valem mais do que grandes atitudes.
Que há pessoas, sim, que se importam comigo, mesmo que eu não retribua a mesma atenção. (shame on me).
Então, Papai Noel, se ainda der tempo, eu queria fazer um pedido de Natal. Meus pedidos espirituais serão dirigidos àquele que tudo pode e, portanto, não preciso mencioná-los aqui. O que eu queria de presente são estes diários:
Shannon, a autora, mostrou no blog dela como eles são fantásticos!
Eu poderia comprá-los, mas não confio em colocar dados de cartão de crédito em sites da Internet... Mas só se der, Papai Noel. Se não for possível, eu compro um dia quando for nos EUA novamente!
Bjs nessa bochecha gostosa!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Sempre é tempo de melhorar

Este ano os meninos estiveram tão ocupados, e as coisas foram tão corridas que algumas coisas receberam menos atenção do que mereciam.
Hoje decidi que ao menos uma deveria ser completada até o final do ano: peguei os meninos hoje à noite e trabalhamos no Fé Em Deus. Aleph cumpriu uma meta comigo e Gabriel decorou duas Regras de Fé. A meta é que ele tenha decorado todas até o batismo dele em junho do ano que vem.
Outro dia eu estava em casa com os meninos, eles tinham acordado mais cedo, não tinham tarefas por fazer então eu disse que podiam brincar lá fora. Daqui a pouco começa um entra e sai e eu perguntando "o que vocês estão fazendo?". Resposta: "'é surpresa, mãe!".
Fui espiar e os "flagrei" lavando a varanda pra mim.